Webmail
Marca Maxmeio

Dia Mundial de Combate à Hanseníase

O Dia Mundial de Combate à Hanseníase, é comemorado no último domingo do mês de janeiro, a data foi instituída pela Organização Mundial de Saúde (OMS). A Hanseníase (Morhan), apesar de ser uma doença que atualmente apresenta 100% de cura, no Brasil ainda tem altos índices de casos e seqüelas. Hoje os números do Conselho Nacional de Saúde, mostram cerca de 50 mil novos casos de hanseníase a cada ano, inclusive boa parte em crianças. Trata-se de uma doença infecto-contagiosa com evolução lenta e só ataca seres humanos. É causada por um tipo de micróbio, chamado bacilo Mycobacterium leprae ou bacilo de hansen. O dermatologista Maurício Nobre, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia do RN explica sobre a transmissão da doença, “A doença é transmitida somente por meio de uma pessoa infectada com a forma contagiante (chamada multibacilar), ou seja, doente que não esteja em tratamento. A infecção só acontece com o contato longo e íntimo. O bacilo é transmitido pelas vias respiratórias (fluidos nasais ou da boca). E só aparece depois de dois a sete anos do contato com o doente. É importante frisar que a doença não se pega com aperto de mão nem com um abraço. Somente pelas vias aéreas, como nariz e boca.”, explica. A identificação da doença pode ser feita através da presença de lesões ou áreas da pele com alteração de sensibilidade, lesões nos nervos e baciloscopia positiva para Mycobacterium leprae. Ela pode se apresentar de quatro formas: indeterminada e tuberculóide (paubacilar, até cinco lesões na pele), virchowiana e dimorfa (multibacilar, mais de cinco lesões na pele). Como a doença não é hereditária, a contaminação vai depender do sistema imunológico da pessoa. Outros fatores a serem levados em conta são as condições sócio-econômicas desfavoráveis (como a má-alimentação), a falta de acompanhamento médico ou a má-condição de moradia, com alto índice de ocupação. “Uma das maiores lutas é contra o preconceito da doença, assim que o tratamento se inicia, o paciente deve levar sua vida normal, não é preciso separa utensílio domésticos, não é preciso afastamento do trabalho, uma vez que a possibilidade de transmissão acaba com o início do tratamento”, acrescenta Maurício Nobre. Os sintomas frequentes O tratamento tardio da hanseníase pode provocar dormência, pele seca, fraqueza. O nariz entope, surgem formigamentos nas mãos e pés, ou inchaços nas mãos, pés, rosto e orelhas. Sem sensibilidade, a pele pode sofrer ferimentos ou queimaduras. Há casos extremos em que os homens ficam estéreis. Entre as deformidades estão úlceras, mãos em garra, pé e mão caídos e sem força, atrofias musculares, reabsorção óssea e articulações rígidas. “Existem duas formas de hanseníase: a paubacilar e a multibacilar, ambas têm cura. Em 1982, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou um novo tratamento quimioterápico para a doença: a polioquimioterapia (PQT). A PQT é um tratamento simples, eficaz e barato, custeado pelo governo. Porém o tratamento tardio pode apresentar seqüelas, como deformidades, mesmo que a infecção da hansen tenha sido curada” completa Nobre. Duvidas sobre a doença O tratamento pode ser feito nos postos e centros de saúde e no Programa de Saúde da Família (PSF). O atendimento e o tratamento, incluindo remédios, são gratuitos. Para tirar dúvidas sobre a doença, procure Os agentes de saúde, os enfermeiros e médicos do posto mais próximo. Consulte um profissional, se for preciso. O Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas por Hanseníase dispõe de informações no site www.morhan.org.br e pode tirar dúvidas pelo telefone 0800262001

Cadastre-se em nosso site para receber as dicas e novidades da SBD-RN

Clique na imagem para mais detalhes