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Psorķase: vencendo o mal-estar na pele

 

Exposição quer desmitificar doença, que atinge a qualidade de vida e pode levar à depressão.

Imagine um monte de manchas avermelhadas pelo corpo, que se alastram rapidamente e que, em alguns casos, podem afetar até as articulações. Terrível, mas acontece. Trata-se da psoríase, uma doença que, segundo a Organização Mundial de Saúde, atinge cerca de 1 a 2% da população mundial, numericamente, em torno de 60 a 120 milhões de portadores.

A doença crônica pode causar inflamações nas articulações e lesões vermelhas ou descamações na pele, mais comuns nos cotovelos, nos joelhos e no couro cabeludo. A renovação da pele, em geral, leva 30 dias e é feita de maneira sutil, sem ser percebida a olho nu. Quem tem psoríase, no entanto, passa pelo mesmo processo, mas em um tempo bem inferior: apenas cinco dias. As células da pele aumentam de forma exagerada e se acumulam no local, causando descamação e a formação de placas.

A doença não tem cura, nem é contagiosa, e é mais comum na faixa etária dos 20 aos 40 anos. No entanto, os médicos alertam que, quanto mais cedo ela aparecer, mais grave tende a ser. Quando ela acomete as articulações, pode causar rigidez e inchaço nas juntas, causando a chamada artrite psoriásica.

Ainda não se sabe o que causa a psoríase, mas é certo que o estresse é um fator que pode piorar ou desencadear uma crise. Além deste, outros fatores também podem agir como detonador do problema como traumas na pele, infecções mal curadas, uso de drogas, distúrbios hormonais, utilização de determinados medicamentos e até mesmo as baixas temperaturas. Os médicos reforçam, no entanto, que há uma predisposição genética para desenvolver a doença.

É comum que pessoas com psoríase se isolem do convívio social. Em geral, elas têm vergonha de sua condição e sentem dificuldades para vencer o preconceito e a curiosidade. O isolamento pode levar a atitudes extremas como o suicídio. O primeiro passo para que as manchas causadas pela psoríase desapareçam é procurar, ao primeiro sinal estranho, o seu dermatologista.

O que difere os diversos tipos de psoríase são as formas como ela se apresenta. A psoríase unqueal, que ocorre somente nas unhas, também é bastante comum. Já a pustulosa tem as mesmas características e ocorre mais nas palmas das mãos e plantas dos pés. Segundo o dermatologista Sidney Costa, presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia – Regional Rio Grande do Norte, uma outra forma de psoríase é a gutata. Mais rara, ela causa pequenas lesões circulares em forma de gotas, por isso o nome. Ele lembra, ainda, que este tipo de psoríase, quando ocorrido na infância, normalmente está associado a infecções na garganta.

A relação com a doença começa a mudar quando o tratamento dá certo e a psoríase é controlada. O sol pode ser um aliado de quem tem a doença. Infelizmente, a medicina, por mais avançado estágio em que esteja, ainda não descobriu quais são as causas do problema. Por isso, a psoríase pode voltar mesmo após o tratamento.

No entanto, nem sempre os tratamentos são à base de pomadinhas, loções ou géis. Dependendo do estágio do problema, outras técnicas devem são utilizadas. O tratamento vai depender do tipo de lesão, onde ela se localiza e qual sua gravidade. Casos leves e moderados são tratados com pomadas e cremes, casos graves podem exigir tratamento com fototerapia (aplicação de luz ultravioleta) e com medicações orais ou injetáveis, que têm como efeito colateral a redução da imunidade.

Para prevenir o aparecimento ou as recaídas, procure manter uma postura otimista, tendo em mente que a psoríase é uma doença relativamente benigna e que ela não é contagiosa. Evite o estresse, trate rapidamente as infecções que surgirem e, principalmente, não use pomadas ou loções sem recomendação médica.

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